terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sapatos

Há itens pelos quais todos os miúdos passam...Calçar os sapatos da mãe. Checked!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ao telefone


Neta e avô ao telefone..silêncio.
Mãe: Helena diz alguma coisa ao avô.
Helena: coicha avô.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Distribuindo simpatia


Há um sr (avô que vai buscar o neto à creche) com cara de poucos amigos a quem a Helena brinda com um OLÁAAAAAAAAAAAAAAAAAA ou ainda OLÁAAAAA AVÔ.

O sr no início parecia sem jeito, mas com o tempo (que remédio, nestas coisas a moça é constante) lá se habituou.

Hoje o sr disse-me boa tarde (só lhe retribui o olá depois dela o dizer) e eis que se ouve: com dia!
O sr deve ter percebido um bom dia na perfeição, mas desmanchou-se a rir com a surpresa: ai agora é bom dia? 
Despediu-se com votos de bom fim-de-semana e continuou a rir...

E pronto, é assim a minha filha...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Personalidade

Ontem cheguei à creche, na hora livre os meninos brincam com o que mais gostam.

Helena sentadinha ao lado da educadora.

“Mau” pensei.

- então Alexandra, a Helena sentada? Castigo?
- sim, hoje sem motivo aparente bateu numa amiguinha.

Bem, bateu na pestinha da turma.
Sem motivo aparente, tive dúvidas, mas nada disse.

Então depois com a conversa soube que:

- é uma menina muito tranquila
- brinca muito com os outros, embora também goste de estar sozinha
- há alguns meses andava a bater nos colegas, mas ao fim de uma semana isso passou
- não perceberam o que terá originado ter batido na outra
- é uma menina crescida e responsável

Enquanto estávamos a conversar uma menina faz queixinhas à educadora.

- ahhh ela é uma das minhas ajudantes. Tenho aqui algumas meninas que gostam de me ajudar e quando vêem alguém a fazer disparates avisam logo.
- ai sim? E a Helena também gosta de ajudar?
- não, a Helena não se mete a menos que seja para se queixar de alguma coisa que lhe façam.

Minha rica filha: responsável, sociável, tranquila e não é queixinhas!


Ao fim do dia estava insuportável, se estava sozinha chorava, se estava acompanhada chorava.
Fiz-lhe uma festa e toquei na cabeça. "mola mola mola".

É assim que chama à bola, queres ir brincar com o papá??
- mola mola mola, e sai disparada às escuras para o quarto dela. Fica à frente da caixinha dos ganchos e a pedir mola.
Era mola e não bola que ela queria...estas mães não percebem nada...

E depois tive um clique...querem lá ver...A menina em quem bateu usa molas no cabelo...cá para mim alguém achou que lhe tinham tirado a mola...

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Com um beijinho passa...

Caiu-lhe um brinquedo em cima do joelho...Está a beijar o joelho a ver se passa...

Com um beijinho passa...

Caiu-lhe um brinquedo em cima do joelho...Está a beijar o joelho a ver se passa...

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Relações públicas ou Miss Gaffe?

"A Helena é a nossa relações públicas".

Ora há lá maior elogio sobre a forma como a nossa bebé é sociável? Não há.

Mas a Helena está na fase de tentar arrumar tudo por características, senão vejamos:

- homens novos: pai
- homens grisalhos e/ou com boné: avô
- mulheres novas: mãe
- mulheres grisalhas: avó
- crianças pequenas ou bebés: bebé
- crianças mais crescidas, adolescentes e todos os que brinquem com ela: pima

E foi assim que há algumas semanas disse olá a mãe duma criança: olá avó!

E eu procurei um buraquinho para me enfiar...e não encontrei.

E claro que quanto mais se fala menos se acerta, e hoje foi dia de jackpot.
A avó duma menina chegou acompanhada dum sr:

- olá pai.
(silêncio)
- olá pai.
- eu não sou o pai da Catarina.
- olá avô.
avó: é o amigo da Catarina.

Hummmm???? Era o que se podia ler da expressão dela.

Depois à saída vimos uma sra que é empregada dos pais duns meninos e que todos os dias os vai buscar...hoje e vindo do nada: olá avó!

Saem dois buraquinhos para esta mamã.
Com tanta característica boa, logo tinha que sair à mãe nas gaffes?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Um pai faz muita falta


No trocador...Helena atira boneco sem querer ao chão.

Ela: Mamã...
Eu: Agora não posso... (como quem diz: não te vou largar no trocador para apanhar o boneco)

Grita alto e bom som para a sala: PAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ser mulher é difícil

Ser mulher não é fácil.
Muito detalhe, muitos acessórios e há que saber usá-los.
Todas sabemos como pode ser complicado carregar uma mala.É preciso ter cuidado para não a enchermos de lixo, e devemos colocá-la numa posição confortável.

Por isso deixo aqui umas dicas.
1 - colocá-la no ombro
2 - passar a cabeça e colocá-la de atravessado
3 - passá-la pelo 2º ombro
4 - usá-la como cinto
5 - fazer quase o pino para que nos saia pelos pés

Repetir de 1 a 5 até à exaustão.


Oh filha, se de cada vez que te vou buscar tivesse de me deitar no chão para tirar a mala devia ser um espectáculo lindo de se ver...

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O nome dos pais...


Helena em modo monólogo.

Papá Uís, papá Uís.

Mamã...(silêncio ensurdecedor, "como é que ela se chama mesmo"???)...mamã mãe.

domingo, 12 de janeiro de 2014

U du tê tato



E foi assim que hoje a brincar com os dedos contou até 4: um, dois, três, quatro.

Agora acaba de acordar da sesta, está sentada e ouve-se: eu bô eu bô nananana (letra ligeiramente alterada da música de regresso a casa dos anões).

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Férias de Natal

E eis que passámos mais um Natal com a família da mãe.
9 dias de convívio com os avós maternos, com os primos, com os tios e foi simplesmente o delírio.
E o vocabulário ficou enriquecido, senão vejamos.

O primo passou o tempo a dizer "é meu, é meu", ela aprendeu a agarrar-se aos brinquedos e dizer "é mon".
Aperfeiçoou o avô dizendo muitas vezes avu para distinguir da avó.
Inventou o nome da prima para uai mas depois acabou por tratá-la por pima.
Descobriu como se diz tia.
A meio da cantoria pediu paumas (palmas).
Desenvolveu o som ch, e disse chuchá.

Em termos de afectos quer toda a gente junta, se falta o avô pergunta por ele, se falta a prima idem...
Entrámos no carro para vir embora e fartou-se de chamar por eles.

Pronto...temos de ir lá mais vezes, 4 meses é muito tempo.

Mas foi dos melhores natais que já tive. Fraco em presentes, mas dos melhores em afectos, em sorrisos, felicidade e alegria.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Foi Natal, foi Natal

Nesta longa caminhada muitas vezes vacilei, outras tantas deixei de acreditar. 
Não foi o nosso primeiro Natal com a Helena, mas foi muito mais significativo, pois o nosso amor cresce a cada dia que passa. 
Temos uma menina feliz, bem-disposta, que sozinha enche uma casa com as suas brincadeiras. 
A nossa menina gostou do puzzle, da roupa, da "nenuca" e do jogo que recebeu. 
Vibrou com cada embrulho que abriu. 
E a mãe vibrou com cada momento tornado realidade, com 80cm de gente a correr pela casa, a guinchar de alegria. 
Ontem a Helena vestiu um vestido com quase 40 anos. 
Prenda do meu avô favorito e do qual não tenho fotos do seu uso. Vi-o na minha irmã, na minha sobrinha e duvidei que fosse possível um dia ter uma filha a vesti-lo. 
A minha alegria, os olhos humedecidos da minha mãe ao vê-la... Fez-se Natal. 

Todos os dias dou graças pela maternidade, mas há dias que nos enchem mais o coração. Bom Natal a todos. 

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Não bebé

Aos 18 meses enquanto a mãe lhe dá o lanche começa a bater na mão da mãe, coloca dedo em riste e diz: Não bebé.

Qual desenho animado esfrego os olhos a ver se ouvi bem, insisto com a colher e oiço de novo: não bebé.

Acho que aos 18 meses a minha filha notificou-me que deixou de ser bebé. Deixei-a comer sozinha e sorriu com ar triunfal.

Miúda a ver se nos entendemos vais ser sempre a minha bebé, ok?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Os outros e a nossa infertilidade

Casei em 2004, desconfiámos de infertilidade em 2005, tivemos certezas em 2006 e iniciámos o primeiro tratamento em 2007.
Neste período tive dois chefes, e quando as desculpas esfarrapadas “ainda é cedo”, “temos muito tempo”, “estamos a aproveitar a vida” ou “ainda me estou a adaptar a esta cidade” deixaram de fazer sentido fui aos poucos falando de infertilidade.


Vivemos com muita gente por perto, trabalhamos de forma interligada com imensa gente, e aos poucos colegas e chefes souberam da minha luta.

Em 2008 fiz 3 tratamentos, um em 2009 que me deu o derradeiro negativo e alta do Santo António. O meu chefe da altura ao ver-me chegar ao trabalho achou que era positivo, vinha todo contente ter comigo e levou com uma choradeira.
Homem da idade do meu pai, com filhas mais novas que eu ficou sem saber o que fazer.

Em 2010 reformou-se, em 2011 engravidei, 2012 fui mãe, e hoje voltei a vê-lo.
Perguntou-me pela minha menina.
Mostrei-lhe foto e duas pequenitas lágrimas surgiram: “ai Angélica, tão bonita, muitos parabéns”. Outros colegas estavam presentes e não disse mais nada, brincou com o feitio da filha ser como o da mãe, e quando nos despedimos fez-me uma festinha no braço.

Fez dia 29 de outubro cinco anos que lhe pedi um dia de férias. Fiz parte duma manifestação junto da assembleia da república para que promessas feitas aos casais inférteis fossem cumpridas, e sem o contar apareci nas notícias.
No dia seguinte fui ter com ele, a explicar a situação. Não tinha visto nada, mas várias pessoas comentaram o que viram e mostraram-se surpreendidas.
No final disse-me: se acredita que isso a pode ajudar lute.

Claro que sei que quem nos quer bem alegra-se connosco, mas fiquei sensibilizada.

Hoje foi quase como saborear um pouco da minha vitória.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

18 meses

Um ano e meio.
A bebé está mesmo a dar a vez à menina.
Menina traquina, curiosa, persistente (ou teimosa, dependendo do ponto de vista).
Insiste sempre até conseguir o que quer, mas quando se vê derrotada mais que uma vez tenta contornar a questão, fingindo que não era importante, ou fazendo uma birra.
Birras…ui…muitas. Começo a pensar que vou passar a ir às compras sozinha, pois as birras são muitas, bastante sonoras e irritantes. E nem sempre a cara zangada da mãe a faz acalmar.
Andou uma fase a fazer maldades às coleguitas, mas parece que foi apenas uma fase. Foi descoberta e deixou-se disso, sim…que D. Helena fazia maldades e ia logo para o lado oposto por isso ninguém se apercebia que a anjinha tinha andado a fazer asneiras.
Voltou a acordar com vontade de cantar, canta, fala…qualquer dia os vizinhos zangam-se,…
E o vocabulário continua a crescer a olhos vistos.
Olá
Mamã
Papá
Papa
Caca (cara)
Átá (já está)
Boua (bola)
Têas (pernas)
Aua (água)
Nãtá (não está / não há)
Cocó (na versão de cocó e de cucu quando se esconde de nós)
Vó
Vô
Vó (aquele aparelho com que fala com os avós) No outro dia o pai estava a falar com ela ao telefone, e ela não percebeu logo que era o pai. Depois ficou muito triste com cara de quem estava a pensar “o que é que o papá está a fazer dentro da vó”. Passa por lojas de telecomunicações e grita VÓ!
Não (dito com todo o sentimento do mundo). É engraçado quando para lhe trocarmos as voltas perguntamos algo cuja resposta seja sim: “queres brincar”? Fica muito atrapalhada e como não sabe dizer “sim” vem atrás de nós…
Abou (embora)
Papu (sapato, já não é papo)
Caucau (xauxau) Ontem pegou numa pasta da mãe, arrastou pela sala e disse “mamã caucau” e lá ia toda contente à sua vidinha.
Cau (cão)
Bebé
Pé
Mão
Teta (sesta e testa)
Tuxe tuxe (truz-truz)
Tenta (senta)
Téá (até já)
Pau (chapéu, gorro, capuz...há quem goste de malas ou sapatos, ela gosta de paus)

Acho que finalmente encontramos o ponto de equilíbrio entre a falta da sesta matinal e o excesso de sono ao fim do dia.
Chega a casa, brinca, lancha, brinca, janta, toma banho e dorme. Acaba por andar mais tranquila, menos birrenta e mais carinhosa (as amiguinhas que o digam…).
E assim se passou mais um mês. Isto passa mesmo muito depressa.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aspirador...

Filha se não gostas do barulho do aspirador é bom que reconsideres a mania recente de fazer todo o pedaço de papel em picadinho...digo eu que sou tua mãe.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Revistas

Delicioso, sentada debaixo da mesa da sala a folhear a revista do Lidl...lol

sábado, 5 de outubro de 2013

17 meses

Já se sabia que a partir do momento em que começasse a andar chegava ao fim o pouco descanso que se tinha.
E como é eléctrica, não pára, a menos que se depare com alguma coisa que lhe meta medo, caso contrário vai tudo à frente.
Apesar de tudo já cai menos vezes o que é muito bom.
Continua com grandes conversas que só ela entende, e fica muito tristinha quando percebe que não percebemos nadinha.
Se está bem disposta “repete” caso contrário fica sentida e amua…isto promete, parece “só vou dizer isto uma vez”.
O vocabulário está cada vez mais rico:
Olá
Mamã
Papá
Papa
Caca (cara)
Átá (já está)
Boua (bola)
Teias (pernas)
Aoa (água)
Nãtá (não está ou não há)
Cocó
Vó
Vô
NÃO (dito na perfeição, de preferência com ajuda da cabeça e do dedo espetado)
Abou (embora)
Papo (sapato)
Caucau (xauxau)
Cau (cão)
Bebé (normalmente sai bibi, mas quando se concentra - até fica vermelha para sair bem diz bebé)
Té e pé (Pé)
Mão
Tuxe tuxe (truz-truz)
Téta (sesta)

Na creche continua com imensas actividades e numa em que tinham de identificar partes do corpo ficaram surpreendidas, pois é a bebé que mais partes conhece.
É giro porque ela fica orgulhosa por conhecê-las e depois aponta para novas zonas, eu digo o que é e se insistir um pouco ela memoriza.
Agora em 3 dias aprendeu os joelhos, e se não lhe pergunto ela aponta para que eu lhe diga o que é: )))
Teve consulta no centro de saúde e o médico perguntou se sabia onde era cabeça, olhos, ouvidos…
Minutos antes o médico tinha-lhe dado uma folha e uma caneta e desenhado uma cabeça. Então ela começou a apontar tudo no desenho (excepto ouvidos porque para ela são orelhas). Às tantas o boneco ganhou barriga, braços, pernas, mãos e pés…
Comentário do médico: não só reconhece o corpo como faz a transferência para o abstracto. Os pais babavam porque nunca tinham visto aquilo…

O regresso à creche trouxe uma menina nova.
A rabugenta porque não dorme a sestinha da manhã, e a menina que se recusava a comer em casa…
Depois de uma semana, em que perdeu peso e bochechas, ao falar com uma auxiliar fiquei a saber que já come “tudo” sozinha. E…exactamente por isso, não quer que sejamos nós a dar a comida.
“Mãe, deixe-a comer sozinha, use uma colher diferente para si se precisar”.
Pois, há bebés com a ideia que são gente crescida, e de facto passou aos poucos a comer mais.

E, por falar em gente crescida...quando não lhe apetece usar os papos (sapatos) velhos, senta-se no chão, chama-me e pede que a ajude a trocar...
Sim, acho que vou ficar muito feliz por usar uniforme e não poder mandar:)))

E por último a juntar a tudo isto diz não a tudo.
Fica mesmo muito exaltada quando não quer…

Haja muita saúde e energia para a conseguir torcer um pouco todos os dias. Senão aos dois vai acreditar que manda…